O MAGNETISMO NO REINO ANIMAL

  • 20/04
  • Crônicas
  • Nelson Moraes
A ligação magnética entre os seres, ocorre até mesmo nos reinos inferiores da natureza.
Na Rússia, no tempo em que estava sob o regime comunista e a guerra fria era intensa, muitos cientistas realizaram experiências arrojadas tentando descobrir meios de se aplicar na guerra os poderes ocultos do ser humano. O magnetismo e a força do pensamento foram intensamente pesquisados. Uma dessas experiências feitas com animais, revelou algo surpreendente:
Colocaram em um navio uma coelha que havia gerado oito filhotes e instalaram nela instrumentos apropriados para registrar seus batimentos cardíacos e os seus filhotes foram levados para o fundo do mar em um submarino. Comunicando-se através do rádio, iniciaram a experiência. Foi ordenado pelos cientistas que se encontravam no navio observando a coelha, que executassem um dos filhotes.
No momento em que o animalzinho foi executado no submarino, a coelha demonstrou uma certa inquietação e seu coração disparou, poderia ter ocorrido uma coincidência, então mandaram executar outro filhote, a reação da coelha foi idêntica a reação anterior e, para a surpresa dos cientistas, a coelha registrou a morte dos oito filhotes. 

 
Diferente do ser humano, cujo magnetismo é temperado pelos sentimentos, no reino animal o magnetismo é resultante do instinto e varia segundo as espécies. Nos mamíferos, a imantação que exerce entre os indivíduos, como foi observada na experiência realizada com a coelha e seus filhotes, chega a ser confundida com os sentimentos humanos.
Um cientista, observando durante alguns mêses o comportamento de um bando de leões
no seu hábitat natural, documentado no Canal Discovery, registrou um acontecimento que retrata bem essa imantação entre os animais.
No bando em observação, havia uma leoa que assumira um comportamento estranho à sua espécie. Certo dia, quando todas as leoas do bando foram empreender a caçada costumeira, ela foi até a toca de uma delas e matou e comeu seus dois filhotes que ali se encontravam.
Quando as leoas retornaram da caça e registraram o desaparecimento dos filhotes, uma certa inquietação se abateu sobre o bando.
No dia seguinte as leoas partiram para uma nova empreitada de caça. Quando o bando estava preparado para atacar uma manada de búfalos, a leoa mais velha parou e, como que presentindo alguma coisa, voltou rapidamente para a sua toca, alí surpreendeu a leoa assassina tentando abater seus filhotes, tomada de uma grande fúria atacou-a e a expulsou do bando.
O magnetismo de medo emanado pelos filhotes, quando estavam ameaçados pela leoa assassina, foi registrado pela mãe que imediatamente veio socorrê-los.
Essas sensações promovidas pelo magnetismo que liga os seres entre si, têm sido registradas com mais frequência entre os animais do que nos seres humanos. Isso porque, o animal não raciocina, se movimenta, age e reage sob os impulsos do instinto, ao passo que, nos seres humanos, as sensações se submetem a análise do raciocínio, o qual nem sempre consegue identificar as causas de tais sensações.
Vamos dar um exemplo: quando uma pessoa vem nos visitar, desde o momento em que decidiu visitar-nos, ela pensou em nós, nesse instante seu magnetismo foi emanado em nossa direção, mas nem sempre o registramos, caso contrário saberíamos intuitivamente que essa pessoa a qualquer momento chegaria em nossa casa.
Entretanto, nos animais, esse processo parece ser infalível.
Um cão doméstico, antes mesmo do seu dono chegar próximo ao portão de casa, ele registra a presença do seu magnetismo e logo começa a latir e a abanar a cauda denunciando sua chegada. 
O magnetismo que liga o cãozinho ao seu dono, é o mesmo que liga a mãe aos seus filhotes e vice-versa, está implicito no instinto consolidando a preservação das espécies.
Essa ligação é tão forte que a confundimos com o amor.
Nelson Moraes

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